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Doce e calmo como no fundo do mar

05/07/2012

Será que alguém já acordou com a sensação de ter um vulcão em erupção dentro do peito querendo despertar? Ou um oceano todo de sensações e sentimentos que não se sabia ser possível dentro de si?

Parece-me ser mais possível agora perceber que algumas pessoas têm medo de ser feliz apenas, ou seja, não é medo de baratas, de ratos, de altura ou de dirigir, é medo de ser feliz mesmo. Quando escrevo isso, parece tão bobo escrever e ler depois a frase “medo de ser feliz”, pois é uma frase tão simples e sai tão rápido por entre as cordas vocálicas, não é?! Pois é, parece ser suave e tenra “ser feliz”, mas nem todos estão preparados para o simples, para a calmaria do amor sereno.

As pessoas estão acostumadas com o movediço, com confusão, com batalhas de ciúmes e possessividades destemidas e desequilibradas. Mas fala a verdade, quem nunca teve um caso desses?!

Parece que o desequilíbrio é mais costumeiro que a temperança nas relações interpessoais. Daí, é que se origina o medo do bom, do delicado, do afetuoso, do caloroso e do cordial que certas relações possuem. Talvez, quando você experienciar algo do tipo, você fica a imaginar quando ficará ruim, quando a bola de neve vai se formar e começar a descer ladeira abaixo, você pensa: “Quando? Quando? Quando?” Mas, isso nada mais é que o medo de ser feliz puro e simples. 

Talvez seja bem mais complexo ter uma relação saudável que uma desequilibrada, pois esta, todos sabem como termina, é só esperar a última gota d’agua e boom “fim”.  Quanto a primeira meus caros, não se sabe nada, não tem como prever, especular o que ocorrerá, porque os dias são bons, as horas também, daí você pensa “e agora?!” É irônico a calmaria ser motivo de reflexões, não é?!  Pode ser que essa tranquilidade seja o motivo do medo, porque não se sabe o que vai acontecer, já que você não escuta nenhum barulho, como num cessar fogo quando não se sabe se a guerra acabou mesmo, daí você fica só esperando algum ruído, mas nenhum ruído é ouvido. O amor sereno deve ser assim. Então não é preciso ter medo. É só preciso viver, e tentar desconstruir as manchas dos relacionamentos de outrora, como diz Chico Buarque “Sabia, gosto de você chegar assim, arrancando páginas dentro de mim desde o primeiro dia”.

Viva a felicidade meus caros!

Por: Renata de Sousa


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