Matérias

Os hábitos que nos acorrentam

03/06/2012

Parece que tudo na vida é questão de costume, hábito.  Habitua-se a acordar cedo ou tarde, a almoçar com todos à mesa ou sozinho. Habitua-se ao silêncio, ao mais perfeito silêncio, o silêncio da tarde, do vento, da noite, da brisa, o silêncio das estrelas.

Mas será mesmo verdade que nos acostumamos a tudo?! Não haverá nada que nos provoque a mudança de hábito ou a mudança de um costume que nos aflige ou que nos faz permanecer no erro através dos anos?

Eu não sei vocês, mas acredito que há costumes que carregamos pela vida e que acabam nos fazendo mal de algum modo mesmo que não percebamos.

Um exemplo clássico é acreditar que tudo que fazemos pelas pessoas será recompensado na mesma moeda, e não necessariamente isso acontecerá, na verdade, por vezes ocorre justo o contrário, ou seja, as pessoas não reconhecerem o que você fez por elas. Outro exemplo desses que carregamos na mala pesada arrastada pelos anos, é aquela velha e conhecida defesa que as pessoas possuem de não se deixarem conhecer por outras, se resguardando num fundo de um baú para não sei quem te achar e te salvar.

Será que esses exemplos de hábitos citados acima não incitariam a mudança? Será que as pessoas são, realmente, capazes de ser uma coisa só aponto de não mudarem certos pensamentos e atitudes?

Acredito que sim que somos um amontoado de percepções e de impressões que estão impregnados em nosso ser por meio de nossas experiências da infância, da adolescência e da vida adulta, mas não poderiam essas mesmas percepções ser modificadas e se transformarem em algo completamente novo? E assim, pudéssemos mudar nossos hábitos e nossas crenças que nos acorrentam os pensamentos e poder nos tornar um alguém diferente? Uma pessoa mais coerente, mais sensata e desprendida? Se sim, Mark Twain nos dar uma grande dica quando diz "A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau".

O que vocês acham? Seríamos um aglomerado de hábitos irredutíveis à mudança? Ou uma metamorfose ambulante como já dizia nosso querido Raul Seixas?

Deixo um trechinho da música para nossa reflexão:

“Prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Eu quero dizer

Agora, o oposto do que eu disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor

Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou

Se hoje eu te odeio

Amanhã lhe tenho amor” 

 

Renata de Sousa


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